15/02/2013
Escrito por Rodolfo Minari
Fotos por Talita Oliveira
Acordamos, descemos muito devagar
o mais alto barranco que encontramos na viagem. Seguimos descendo. Paramos na
casa de Seu Manuel, para vê-lo e devolver sua faca, a com que Rafa quase
decepou o próprio dedo, tirando castanha da casca. Mas ninguém estava lá – só
uma pessoa cuidando da casa. Na Novinha, a mesma coisa. Tínhamos agendado a
apresentação, mas para o dia anterior, e não conseguimos ligar avisando. Lá só
estava um senhor que conhecemos na ida, e que não enxerga quase nada...
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O maior de todos os barrancos... |
Constatou-se, ainda que Lua estava
com catapora, e, somando-se as coisas, cogitamos seguir até Rio Branco e
substituir a apresentação por uma na Transacreana, ou no Ceasa.
Mas Seu Serafim se deu conta de
que já eram 16h e só seria possível chegar a Rio Branco à noite, o que não
queríamos. Ele informou então de outro lugar onde morava uma família amiga,
chefiada por um velho de quem gostava muito.
Aportamos nesse local. Mercearia
Primavera, li. Subimos o barranco, bastante liso e muito cheio de lixo e fomos
recebidos por uma menina de 11 anos, chamada Regiane, com uma garrafa de café.
Nos acolheu, situou e conversou ativamente conosco, uma excelente anfitriã com
um sorriso lindo que a Talita fotografou várias vezes. Seu irmão mais velho
também estava em casa, porém, mais introvertido que a irmã, preferia esperar lá
dentro quieto, até o pai voltar. Este estava trabalhando, ali perto. E o velho tinha
ido à cidade, abastecer a venda, que na ocasião não tinha nada pra vender.
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Chegando na colônia Primavera. |
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Regiane |
Com a chegada do pai, conhecemos
o irmão. Ele já repetiu uma série. A menina não. “Mas o vô gosta desse menino,
ó”, dizia Regiane, e nos aprontou uns bodós, de sal, salpicados de açúcar.
Pra dormir o barracão da sinuca,
para armar barraca e rede, e colchões, camas, dentro da casa, “hotel cinco
estrelas”, dizíamos, onde viviam, aqui e ali, três jabutis.
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