sábado, 18 de fevereiro de 2012
CASA VIVARTE:ESPAÇO DE ARTE E CULTURA DE RIO BRANCO
Na sexta-feira, dia 17 de fevereiro,2012,participamos de uma reunião dos Pontos de Cultura,do Estado do Acre, e podemos conhecer, como vem sendo desenvolvido as ações dos pontos de cultura.Como estamos chegando,deu pra sentir, que si todos os pontos de cultura que somam 14 mais 04 novos ponto do qual O GRUPO EXPERIMENTAL DE TEATRO VIVARTE, participa.somamos 18 Pontos em todo o ESTADO DO ACRE,sabemos que os pontos de cultura existem, para auxiliar os fazedores de cultura.Desenvolvemos um trabalho nas Comunidades da Zona URBANA E Zona Rural, e atendemos os bairros entorno da Casa Vivarte. e na Zona Rural, atendemos os Ramais em torno da Casa Área VIVA, na verdade, somos ponto de cultura de fato,Pois atendemos as comunidades, pois estamos encerridos.nessas comunidades..Desde 2009,realizamos Vivências com grupos de varios parte do Brasil,oferecemos oficinas de teatro,Maracatu,ensaios abertos de espetaculos,e apresentações de espetaculos do grupo, e apresentaçãoes de grupos de outros estados do brasil, nas comunidades que fazemos parte,desenvolvemos vivências,cinema,saraus,leitura,contação de historia,além de desnvolvermos trabalho voluntário dentro da comunidade da zona rutal e urbana.Temos uma proposta ideologica, com a Educação Ambiental,onde ja desenvolvemos trabalhos com estudantes das escolas rurais.Então o PROJETO DO PONTO DE COLTURA,vai vir em boa hora.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Ô, de casa!
Grupo de teatro recebe visita de pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo, e configura espaços para a vivência e troca cultural permanente
Se o homem é um ser político e social, o que é o artista? Entre tantas características e definições, um artista é um ser que cria, mobiliza, questiona e inspira. “A gente aprende e se encoraja cada vez mais a encarar o mundo”, comenta Daniele Mirini, do grupo Vivarte, no esforço de explicar como engrandece – a ela e ao grupo – receber de forma espontânea e inesperada, a visita de duas suecas na Casa de Cultura Vivarte. “Elas estão passeando pelo Brasil, querem conhecer mais sobre a cultura do Acre e, em algum lugar, ouviram falar sobre nós e chegaram até aqui”, explica a artista. “Isso faz com que a gente se dê conta da nossa responsabilidade como uma referência da cultura local”, se orgulha.
| Tirar os sapatos antes de entrar – um costume de região. Pessoas de diversas idades participam das atividades promovidas |
O grupo de teatro de rua e da floresta Vivarte - veja que boa ironia -, mesmo carregando a característica de ter a rua como palco, estabeleceu raízes em dois pontos estratégicos da cidade: o primeiro é a Casa de Cultura Vivarte, localizada na Rua Tapajós, 508, no Bairro Vila Ivonete, em frente à Barquinha Madrinha Chica; o segundo é a Área Verde, localizada na Estrada Ac-90, Km 36 da Transacreana. Em ambos os espaços, o grupo desenvolve um importante processo de formação com as comunidades do entorno. “Promovemos atividades e trabalhos comunitários, artísticos, de educação ambiental e política”, relata Juliano Espinhos.
| Atividades teatrais foram ampliadas para atividades de música, literatura, dança, cinema, entre outros |
No ano passado, através do Prêmio Matias de Cultura Popular, edital lançado pela Fundação Elias Mansour – FEM, o grupo teve a oportunidade desenvolver a infra-estrutura dos espaços. “Avaliamos as condições de cada um, e resolvemos investir na construção de uma biblioteca na Área Verde, onde organizamos e disponibilizamos um acervo de livros, além de realizar outras atividades”, conta Maria Rita. Com o espaço, a atuação do Vivarte se amplia também para cinema, música e leitura, conquistando e contando com o trabalho voluntário dos moradores. De acordo com o grupo, as atividades alcançam quatro ramais: História Encantada, Dois Irmãos, Goiabal e Sertanejo. “Pessoas diversas da comunidade freqüentam as nossas seções de cinema. Os senhores da melhor idade aparecem todos bem arrumados”, descreve Mirini.
PRODUÇÃO CÊNICA
| “Com fogo não se brinca” foi apresentado mais de 30 vezes na capital acreana |
Uma das principais e mais polêmicas questões que afetam os grupos artísticos no país é a sua sustentabilidade. Como ter na arte a sua profissão e dela viver? Um dos segredos é produzir e permanecer aberto às novas experiências e aprendizados. Além de prestação de serviços, o grupo Vivarte se mantém na produção permanente de intervenções e esquetes teatrais, cortejos, entre outros, para atender à demandas diversas e, quando possível e necessário, ir às ruas e “rodar o chapéu”, em busca da colaboração espontânea do público. “Com o contato com outras pessoas que trabalham com teatro de rua, vamos desenvolvendo a nossa sensibilidade e amadurecendo estratégias de conquista de público”, explica Daniele.
Neste ano, o grupo planeja realizar mais de dez apresentações do “Encantoria”, um espetáculo que brinca com lendas, mitologias e personagens da floresta. O texto é do dramaturgo e cordelista pernambucano Edmilson Ferreira. A montagem do espetáculo será finalizada com recursos do prêmio Artes Cênicas na Rua, da Fundação Nacional de Artes – Funarte; e sua circulação será realizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Garibaldi Brasil - FGB.
Outra novidade para 2012, é a montagem do Tri Circo. De acordo com Daniele, o espetáculo vai envolver música e circo, abordando temáticas sobre a cultura e o jeito simples de viver na floresta. “Vamos investir na conscientização do público, de forma extrovertida, sobre a importância da natureza para nossa vida e nosso futuro”, explica Mirini. A proposta pretende, ainda, intercambiar metodologias artísticas para a rua com atores que visitam a casa.
Algumas das produções do grupo, em 2011:
> Com fogo não se brinca: A partir de uma demanda da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), o grupo desenvolveu este trabalho que aborda a questão das queimadas, riscos, perigos e como evitar. A performance rendeu mais de 30 apresentações na capital acreana, distribuídas em praças, mercados, comunidades rurais, escolas e feiras.
> A Bailarina: Uma produção livre do grupo que se caracteriza como uma performance poética que envolve música e literatura. Foi apresentado na Universidade Federal do Acre, para alunos de artes cênicas e música; na FAAO, além de eventos da prefeitura e paradas de ônibus, somando cinco apresentações.
> Cardápio de Histórias: É um espetáculo de contação de histórias, com temas variados entre mitos e lendas regionais e histórias de outras regiões do país, onde o público escolhe a história que será contada. O grupo realizou quatro apresentações: em Xapuri, na comunidade Nova Sibéria e em praças.
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
Como um espaço aberto à visitas de diferentes tipos, o grupo já recebeu visitantes de vários lugares e atuações, entre eles, Zeca Ligiéro, professor doutor do programa de pós-graduação em teatro e do departamento de direção da UNIRIO, pesquisador de performance e processo criativo; Linn Bjorkbacka e Anna Hallin, duas suecas que estão viajando o país e vieram conhecer o Acre, e encontraram no Grupo Vivarte um caminho para se aproximar das manifestações das culturais tradicionais do Acre; e o Grupo Manjericão (RS), formado por Márcio Silveira, Anelise Garcia e Samir Jane, que, além de já terem visitado o Acre e o grupo Vivarte diversas vezes, já realizaram e realizam produções conjuntas com o grupo acreano.
O grupo não apenas recebe visitantes de outros estados. Mas, também é recebido em outros lugares do país. Na última semana de janeiro deste ano, Daniele Mirini vai participar do 10º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua em São Paulo. Além de amadurecer o intercâmbio cultural e a construção das políticas públicas, Mirini vai participar de uma residência artística junto com o Núcleo Pavaneli de Teatro e Circo (SP).
Nas trilhas de uma parada de floresta
| Juliano Espinhos: “Promover uma educação ambiental é promover uma relação com o desenvolvimento da floresta”. |
Por meio dos projetos “Trilhas Ambientais” e “Parada de Floresta”, o grupo tem desenvolvido atividades na Área Verde e possibilitado importantes experiências culturais entre artistas, indígenas, comunidade e estudantes. O “Trilhas Ambientais”, financiado por meio do Fundo Municipal de Meio Ambiente, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMEIA, teve início com um passeio na floresta com atividades artísticas, com alunos da escola Santiago Dantas. A trilha encontra-se dentro da AAPA do Bairro São Francisco, no KM 36, na Transacreana. “É possível contar toda a história do Acre nesta trilha, dentro na floresta”, conta Juliano Espinhos.
Já o “Parada de Floresta” possibilitou, além da aquisição de equipamentos musicais para o grupo, a realização de oficinas, cortejos e saraus, contemplando três escolas da Zona Rural: Santiago Dantas, Irene Dantas e Cláudio Augusto, todas localizadas na Transacreana. “O espaço nos proporciona um aprendizado e uma reaproximação com a natureza, e o desenvolvimento artesanal, por meio da interação entre artistas, moradores e indígenas”, descreve Espinhos.
| Por meio da arte, grupo promove atividades ambientais, políticas e comunitárias |
Com estes projetos, foi possível realizar atividades de plantio com dança e música, em parceria com o Instituto África Viva, uma organização que realiza trabalhos humanitários e sociais, através da arte, para manutenção e melhora da qualidade de vida. “Promover uma educação ambiental é promover uma relação com o desenvolvimento da floresta”, explica Juliano. “As atividades na Zona Rural nos possibilitam importantes trocas culturais, e vários grupos e artistas que nos visitam, se oferecem para realizar uma apresentação de teatro naquele local, pois sabem que é uma experiência enriquecedora”, conta Maria Rita.
E assim, o grupo Vivarte, com quase 15 anos de existência, se fortalece como um grupo de teatro da rua, na inconstância do dia-a-dia das praças, terminais urbanos e esquinas; mas consolida também, um trabalho de raízes tão fortes em espaços tão distantes, mas num mesmo Acre, e dentro de uma mesma causa artística, cultural, ambiental, política e comunitária.
Conheça os integrantes
Daniele Mirini: Fundadora, coordenadora da Casa Vivarte e Diretora artística do grupo;Juliano Espinhos: Vice-Presidente, ator, agente ambiental, articulador de base Coordenado da Área Viva;
Magno Augusto: Músico, ator, oficineiro, também coordenado da Area Viva e Agente ambiental;
Maria Rita: Fundadora, presidente, atriz, produtora e diretora;
Marilua Azevedo: Secretária Geral, atriz, musicista, oficineria e designer;
Rodolfo Minari: Ator, musicista e assessor jurídico.
Lidia Sales: Atriz.
Anelise Garcia: Atriz e figurinista.
Fotos: Anelise Garcia, Juliano Espinhos e Acervo Vivarte
Matéria publicada no Jornal Página 20, edição do dia 18 de janeiro de 2012.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 5 de julho de 2011
Grupo Vivarte
Entre o Nação Arco-íris, a Área Viva e o Casamento da Filha de Mapinguary
Giselle Lucena
Eles se dizem um grupo de experimental de teatro de rua e da floresta. Mas, na verdade, seus experimentos ultrapassam as direções teatrais e alcançam a arte de viver, de assumir os desafios dos trabalhos comunitários, sociais e ambientais. Não apenas isso, a arte aqui também impulsiona a fé na transformação por meio da cultura.
Espetáculo leva contos e encantos da floresta para ruas, escolas, mercados, feiras...
O Grupo Vivarte acaba de finalizar o projeto de circulação do espetáculo “O Casamento da Filha de Mapinguari”, que levou os contos e encantos da floresta para escolas da Zona Urbana e Zona Rural de Rio Branco: o Colégio Cerb, Chalub Leite, Clínio Brandão, Escola da Floresta, Santiago Dantas e Irene Dantas. O grupo também apresentou na Feira do Sebo, que acontece aos sábados, na Praça Povos da Floresta, no Centro da cidade. “Tivemos a média de 3 mil pessoas assistindo ao espetáculo, entre elas, estudantes, funcionários públicos, professores, tantos outros”, conta Maria Rita, diretora do grupo.
“O Casamento da Filha de Mapinguari” foi levado para quase 15 escolas de Rio Branco, além de já ter sido apresentado em mercados, praças, bibliotecas, feiras, tribos indígenas e comunidades ribeirinhas. Segundo Maria Rita, dividir as apresentações em espaços e escolas que se localizam em diversos pontos da cidade gera experiência satisfatória aos artistas e ao público. “Oferecemos para diferentes pessoas a oportunidade de conhecer e experimentar o teatro de rua, e temos a chance de divulgar ainda mais a nossa arte e vivenciar nossos aprendizados”, conta a diretora.
Ninguém mais sabe ao certo se é a arte que imita a vida ou se a vida é que imita a arte. Se as pessoas vão e vêm nas cidades, nas famílias e nos relacionamentos, num grupo de teatro não é diferente. Mudanças de elenco dão trabalho, adiam apresentações, exigem mais ensaios, retoques no figurino... Mas, o mais importante: renovam. O elenco do grupo Vivarte passou por reformulações e, agora, é Lídia Sales quem faz o papel da Lua Nova, a encantada filha do grande Mapinguari. A artista participou de algumas oficinas realizadas na Casa Vivarte, e está iniciando os trabalhos com teatro. “Fizemos uns testes para o papel da Lua Nova. Apesar de ser a primeira experiência dela com teatro, Lidia se destacou por causa de sua coordenação motora, pois precisamos de pessoas que atuem, cantem, toquem e dancem. Ela aceitou o desafio”, conta a diretora do grupo.
Maria Rita: dedicação à arte por acreditar na transformação cultural
O projeto de circulação deste espetáculo foi financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura (2010), gerenciada pela Fundação Garibaldi Brasil, patrocinado pela Caixa Econômica Federal.
Que história é essa? – A lendária figura do Mapinguari, habitante e guardião da Floresta Amazônica, quer casar sua única filha, a Lua Nova. Para isso, o personagem convida alguns habitantes da fauna amazônica e outros seres mitológicos da floresta para uma grande festa, com o propósito de eleger o pretendente. Na história, macacos, tamanduás, jacarés e tucanos possuem um importante papel de propor uma reflexão sobre a preservação ambiental.
A CULTURA TEM CASA
Além das montagens e apresentações teatrais, o grupo Vivarte mantém a Casa de Cultura Vivarte, localizada na Rua Tapajós, 508, Bairro Vila Ivonete. O espaço é um convite à contemplação e produção artística diários. Por meio do Prêmio Amazônia Legal, o grupo adquiriu equipamentos de som e infra-estrutura para as atividades no local, como os saraus culturais e oficinas. “Realizamos encontros entre os artistas e a comunidade, com apresentações musicais, contação de histórias, pintura de rosto nas crianças, entre outros”, conta Maria Rita. Segundo ela, a comunidade já se acostumou com as atividades. “Quando passamos algum tempo sem programação, eles nos cobram”, conta.
Espaço aberto para criação e contemplação artística
Com o “Prêmio Amazônia Legal”, o grupo também garantiu a finalização da montagem do espetáculo “Encantoria”, com texto do dramaturgo e cordelista pernambucano Edmilson Santini. O espetáculo consiste numa viagem na história do país por meio da cultura popular e da mitologia da floresta. “Já fizemos um ensaio aberto deste trabalho, mas ainda estamos em busca de recursos para produção dos figurinos”, diz Rita.
Além desta Casa, o grupo Vivarte investe também na “Área Viva”, um espaço localizado na estrada Transacreana. Lá, acontece o projeto “Parada de Floresta”, que consiste em intervenções artísticas para conscientização ambiental com a comunidade local.
Saraus e oficinas são realizados na casa, com artistas e comunidade do entorno
Nação Arco Íris: Como resultado do projeto “Casa Vivarte: Espaço de Arte e Cultura”, o grupo Vivarte montou do grupo “Nação Arco-íris” de maracatu. “Promovemos ensaios abertos com crianças e adolescestes da comunidade do entorno”, explica Dani Mirini, que coordena as atividades junto com Marilua Azevedo. “Os ensaios acontecem na Casa e, ao final, saímos em cortejo pelas ruas, com tambores, danças e cantos”, conta a Mirini. Este ano, o grupo aprovou o projeto para continuidade dos estudos, ensaios e oficinas de música, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. As oficinas serão realizadas aos sábados, de agosto a novembro.
O telefone para contato é: 9957-9413 ou 9957-9421.
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